terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Em clima de Carnaval “Ilú dos Alabês - Ilú Batá” faz grande apresentação no cortejo da Lavagem do Cruzeiro de Amélia Rodrigues.

 

Grupo “Ilú dos Alabês - Ilú Batá” desfilando | Foto: Jaime Sampaio

Uma explosão de cores, sons, alegria e fé: assim foi a tradicional Festa da Lavagem do Cruzeiro, que tomou conta das ruas de Amélia Rodrigues em celebração aos 110 anos da festividade. Com concentração na praça principal, logo na entrada da cidade, o desfile seguiu em direção à Praça do Cruzeiro após a queima de fogos. O trajeto pelas vias principais da cidade, culminou nas escadarias da “Praça Cruzeiro”, ponto alto desta importante manifestação cultural.

Grupo “Ilú dos Alabês - Ilú Batá” em desfile | Foto: Jaime Sampaio

E quem estava junto trazendo toda a ancestralidade dos batuques de terreiro para a rua foi o grupo “Ilú dos Alabês - Ilú Batá”, formado por músicos experientes e com vivência nos espaços de matriz africana em diversas casas do gênero na Bahia, fizeram um lindo cortejo com seus atabaques, tambores, agogôs entre outros instrumentos percussivos. E uniram as suas vozes às dos demais grupos que participaram deste espetáculo de rua, a exemplo do grupo feirense “Samba de Mães” que é formado exclusivamente por Mães de Santo de Feira de Santana. “O Ilú dos Alabês e todos os demais grupos são vozes unidas e irmanadas por propósitos comuns como: o respeito ao próximo, o combate à intolerância religiosa, a celebração desse momento tão esperado, tão importante e a acolhida às pessoas que professam qualquer outro tipo de fé e estão aqui desfilando com a gente. Assim festejamos, assim celebramos a vida nesta festa tão importante para a cultura local e calendarizada na cultura baiana.” Enfatizou o músico e produtor cultural Ramiro Barbosa.

Grupo “Ilú dos Alabês - Ilú Batá” na concentração | Foto: Jaime Sampaio

Um detalhe muito peculiar da Lavagem do Cruzeiro é que ela não se concentra em um único show ou atração. São diversas apresentações culturais programadas e espontâneas, e as primeiras já começam na concentração, enquanto os músicos fazem “o esquenta” para o desfile principal. Dá pra notar o envolvimento do público, a reverência entre grupos e a união de vozes com a mesma energia e nesse quesito o “Ilú dos Alabês” fez bonito e marcou história atraindo olhares, ouvidos, dançadores, batuqueiros, cantadores e chamou a atenção de toda imprensa presente.

Para Ramiro Barbosa, o que marca o axé do Grupo “Ilú dos Alabês - Ilú Batá” no cortejo da Lavagem e que torna ele autêntico e verdadeiro são as raízes originárias de cada integrante:  “O que traz força ao grupo é o fato da maioria dos componentes serem ogans, ligados por amor a religiosidade afro, nós podemos estar ali no cortejo fazendo nossa patuscada e dialogando com o povo e com as autoridades presentes através do toque,” explicou Ramiro.




Jaime Sampaio produtor executivo e filmmaker oficial do grupo, ressalta a beleza das cores das danças e dos ritos enfatizando que se numa festa dessas se por ventura não tiver a cultura de matrizes africanas, se perde muito:  “Pense aí a festa sem nada do que a gente vê as cores, as mulheres, os homens, as crianças as roupas lindas, o pessoal bonito, sem eles a festa fica sem graça e somados a isso a música completam a estética geral. E nesse contexto ressalta a qualidade musical apresentada pelo Grupo “Ilú dos Alabês - Ilú Batá” como essencial para a composição de som, ritmo e ancestralidade marcando presença e entregando axé e energia positiva ao povo de Amélia Rodrigues,” afirmou Jaime.  

 

Lavagem das Escadarias do Cruzeiro com alfazema, pipoca e água | Foto: Jaime Sampaio

Sobre a história da Lavagem

Em entrevista à TV Fala Genefax, o gestor e produtor cultural Pedro Lucas Lerry, lembra que no início, a Festa do Cruzeiro, começou como uma Festa tradicional de quermesse católica, onde os padres franciscanos construíram a cruz e batizaram mais de 40 pessoas há 110 anos. E completa dizendo que com o passar do tempo a Lavagem se transformou no centro do fomento da cultura popular e de Matriz Africana em Amélia Rodrigues, com a participação de mais de 40 instituições credenciadas entre terreiros de matriz africana e afro-brasileira, como também grupos de capoeira.


Por Emerson Azevedo

Fotos: Jaime Sampaio

Fonte: TDL - Comunicação e Mídia

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

“Música no Museu 10+” transforma memória sonora de Feira de Santana em experiência audiovisual no MAC

Fotógrafo e Cineasta - Jaime Sampaio


A história recente da música e da produção cultural de Feira de Santana ganha novas camadas de leitura e emoção na exposição “Música no Museu 10+ – Memórias da Cultura Feirense em Imagens e Sons”, que acontece entre 22 de janeiro e 21 de fevereiro de 2026, no Museu de Arte Contemporânea Raimundo de Oliveira (MAC-Feira). Com entrada gratuita, a mostra propõe uma imersão audiovisual em um dos períodos mais efervescentes da cena artística local.

A abertura da exposição acontece no dia 22 de janeiro, a partir das 18h, com apresentação da Banda Sal e convidados, reforçando a conexão entre memória e presença artística. Na mesma ocasião, será realizada uma roda de conversa com o tema “Produção Cultural em Feira de Santana – Desafios e Oportunidades”, reunindo agentes culturais, produtores e artistas da cidade para debater os caminhos da cena contemporânea e os desafios da sustentabilidade cultural no interior.


De acordo com a produção geral, mais do que um resgate histórico, a exposição convida o público a refletir sobre o papel da música como força articuladora da identidade cultural feirense. Sob curadoria do cineasta e fotógrafo Jaime Sampaio e produção de Lerry Oficial (Crossover Estúdio), o projeto reúne cerca de 100 fotografias, além de registros em vídeo que documentam momentos emblemáticos do “Música no Museu”, iniciativa realizada no MAC entre 2013 e 2016 e que se consolidou como um importante espaço de encontro entre artistas, público, novas linguagens musicais e artísticas.


Para o produtor cultural Lerry Oficial, o olhar sensível do fotógrafo Jaime Sampaio percorre apresentações, bastidores e interações que revelam não apenas performances, mas também a atmosfera de troca, experimentação e pertencimento que marcou aquele ciclo criativo. Entre os artistas registrados estão nomes fundamentais da música baiana e feirense, como: Raymundo Sodré, Banda Sal, Grupo Africania e Uyatã Rayra, cujas trajetórias dialogam diretamente com a diversidade estética e a potência cultural do interior da Bahia. As imagens evidenciam a força de uma cena que soube ocupar espaços institucionais sem perder o vínculo com a rua, o público e a experimentação.



Como parte da experiência expositiva, o público terá acesso a uma playlist audiovisual, que reúne videoclipes, depoimentos, registros de bastidores e fragmentos de shows, ampliando a narrativa visual e sonora da mostra. A proposta é criar um percurso sensorial que dialogue com diferentes gerações e formas de consumo cultural, conectando passado, presente e futuro da produção cultural local.

O projeto “Exposição Música no Museu 10+ – Memórias da Cultura Feirense em Imagens e Sons” foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Bahia e conta com apoio financeiro da Prefeitura de Feira de Santana, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, via PNAB, com recursos do Ministério da Cultura – Governo Federal. A iniciativa celebra não apenas a música e o audiovisual, mas também a memória coletiva, o talento local e a identidade cultural de Feira de Santana — uma cidade que pulsa arte e segue inspirando novas gerações.




SERVIÇO:

Exposição Música no Museu 10+ – Memórias da Cultura Feirense em Imagens e Sons

Período: 22 de janeiro a 21 de fevereiro de 2026 (das 08h00 às 17h00)

Abertura: 22 de janeiro de 2026 (quinta-feira) - 18h00

Programação de abertura: 

– Apresentação da Banda Sal e convidados

– Roda de conversa: “Produção Cultural em Feira de Santana – Desafios e Oportunidades”

Local: Museu de Arte Contemporânea Raimundo de Oliveira (MAC), - Centro - Feira de Santana – BA 

Entrada: Gratuita

Curadoria: Jaime Sampaio (Fotógrafo e Cineasta) 

Produção: Lerry Oficial (Crossover Estúdio)

Classificação indicativa: Livre

Acessibilidade: Espaço acessível ao público

Realização: Crossover Estúdio

Apoio financeiro: Prefeitura de Feira de Santana | Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer | Ministério da Cultura – Governo Federal

Fotos do Museu: Jaime Sampaio

Fotos de Jaime Sampaio: Manuela Cavadas 


Enviado por TDL - Assessoria de Comunicação e Mídia.  


quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Show de Gilsam no Dia da Consciência Negra em Feira de Santana

 


No próximo 20 de novembro, às 17h, no Espaço Marcos Morais (Av. Getúlio Vargas, Feira de Santana-BA), o cantor e compositor Gilsam realiza um grande show em alusão ao Novembro Negro, celebrando o Dia da Consciência Negra. O evento promete reunir música, cultura e reflexão em torno da luta e da valorização da identidade afro-brasileira e tem promoção da Prefeitura Municipal de Feira de Santana, através da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer.

Contexto histórico e cultural

O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro em homenagem a Zumbi dos Palmares, líder do maior quilombo da história do Brasil, morto em 1695. Zumbi se tornou símbolo da resistência contra a escravidão e da luta pela liberdade do povo negro. Desde 2023, a data passou a ser feriado nacional, reforçando sua importância como momento de reflexão sobre o racismo e de valorização da cultura afro-brasileira.

O mês de novembro, conhecido como Novembro Negro, é marcado por atividades culturais, educativas e políticas que destacam a contribuição da população negra na formação da sociedade brasileira. É também um período de reafirmação da identidade e da luta por igualdade racial

A importância do show

O show de Gilsam se insere nesse contexto como uma celebração artística e cultural, fortalecendo a memória coletiva e dando visibilidade à resistência e à riqueza da herança africana. A música, como linguagem universal, será o fio condutor para unir público e artistas em torno de uma causa que transcende gerações.

Feira de Santana, cidade marcada pela diversidade cultural, recebe o espetáculo como parte das ações que reforçam o papel da arte na construção de uma sociedade mais justa e igualitária. O evento é também um convite à reflexão: como podemos, através da cultura, combater o racismo e valorizar a negritude?

Serviço

     Evento: Show de Gilsam – Novembro Negro

     Data: 20 de novembro (Dia da Consciência Negra)

     Horário: 17h

     Local: Espaço Marcos Morais – Av. Getúlio Vargas, Feira de Santana-BA

     Quanto: Aberto ao Público

 

Enviado por TDL - Assessoria de Comunicação e Mídia.

terça-feira, 28 de outubro de 2025

Feira de Santana celebra o encerramento do projeto “Raízes do Samba de Roda Rural” com grande roda de samba aberta ao público

Após duas semanas de oficinas, vivências e ensaios coletivos, o projeto “Raízes do Samba de Roda Rural: Memória e Preservação com Mestre Bel da Bonita (In Memoriam) e o Curador do Museu do Imaginário” chega à sua etapa final com uma grande roda de samba aberta ao público, no dia 31 de outubro, às 16:20h, no Museu Casa do Sertão (UEFS), em Feira de Santana.

A culminância marca o encerramento das atividades formativas que reuniram dezenas de participantes nas oficinas gratuitas de percussão, cordas e dança, realizadas entre os dias 14 e 30 de outubro, com certificação de extensão da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).

Durante as oficinas, os participantes tiveram a oportunidade de aprender diretamente com os oficineiros Amandêra Novais, Daniel da Quixabeira e Flávia Maisuma Silva, nomes ligados à pesquisa e prática das culturas populares e afro-brasileiras.

Além do aprendizado musical e corporal, o projeto promoveu momentos de troca intergeracional, resgate da memória e valorização do legado do saudoso Mestre Bel da Bonita, referência maior do samba de roda rural do sertão baiano em Feira de Santana.

O Encerramento celebra a tradição e convida o público

A atividade de encerramento será uma grande roda de samba reunindo oficineiros, alunos, mestres convidados e o público em geral. O evento contará ainda com Ajeum coletivo (partilha de alimentos), reafirmando o caráter comunitário e afetivo do samba de roda.

“O Raízes do Samba de Roda Rural é um gesto de continuidade. Celebramos a memória de Bel da Bonita não apenas com saudade, mas com ação, com novos sambadores e sambadeiras levando adiante essa tradição”, destaca o produtor musical Lerry, idealizador do projeto ao lado dos artistas Ramiro Barbosa e Diogo Sampaio.

Inspirado também no disco “O Curador do Museu do Imaginário”, do grupo Africania (Fundado por Bel da Bonita “In Memorian”), o projeto amplia o olhar sobre o samba de roda e suas conexões com estéticas globais como jazz e música eletrônica.


Projeto Raízes do Samba de Roda Rural - 1º dia @samba_rural -  https://www.instagram.com/p/DP32JKNDhTj/ 

Projeto Raízes do Samba de Roda Rural - 2º dia @samba_rural - https://www.instagram.com/p/DQHoY_ZDgUL/

Projeto Raízes do Samba de Roda Rural - 3º dia @samba_rural -https://www.instagram.com/p/DQUX9tHkdDQ/  

Com financiamento da Política Nacional Aldir Blanc Bahia, apoio da Prefeitura de Feira de Santana e parcerias da UEFS, UFRB e Museu Casa do Sertão, a iniciativa vem fortalecendo a formação cultural e a valorização do samba de roda no sertão baiano.

Serviço

Encerramento do Projeto Raízes do Samba de Roda Rural
Data: 31 de outubro de 2025, às 16:20h
Local: Museu Casa do Sertão – UEFS, Feira de Santana – BA
Atrações: Oficineiros, alunos, Mestre Luizinho dos 8 baixos e convidados
Ajeum coletivo e roda de samba aberta ao público
Informações: (75) 98242-8234 | @samba_rural (Instagram) 

Enviado por TDL - Assessoria de Comunicação e Mídia.